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Não tenham outros deuses!

       Umas das “regras” mais citadas por Deus no primeiro testamento é justamente o fato de que Ele pede a seu povo que não tenham outros deuses além Dele somente. Isso se torna ainda mais forte quando analisamos os motivos desta verdade quando analisamos Êxodo 20:1. Vejamos:
1.       Eu Sou o Senhor. Deus está dizendo que somente Ele é Senhor. Ele é o “Kyrios”. O Senhor que ordena, que manda, que abre a boca e tudo se forma. Que define a criação de tudo e que faz o homem existir;
2.       Eu Sou o vosso Deus. Ele está dizendo que não somente o povo é Dele, mas que Ele é do povo. Que verdade poderosa. Deus, Senhor de tudo, está dizendo que Ele é o Deus do povo (de seu povo é claro);
3.       Que vos tirou da terra do Egito. Somente Deus liberta o povo. Ele é o grande libertador do pecado. Aquilo que ninguém jamais pôde fazer, Ele faz.
Porém além disso, Deus tinha exposto seu desejo do povo não ter outros deuses por um motivo bem importante: porque os outros deuses aceitavam suborno. Isso mesmo! Tudo era negociável. Eram entidades manipuláveis. São deuses que se dobram diante de sacrifícios, aceitam rituais, negociam com uma boa oferta, trabalham conforme o poder de barganha do oferta. Com Deus isso não funciona. Não existe abracadabra no mundo de Deus. Deus não tem senhas para abençoar pessoas. Ele é soberano; faz o que lhe apraz. Ele faz o sol surgir sobre bons e maus. E não cobra nada por isso. Deus deseja que seu povo perca essa visão distorcida Dele; uma visão que é herança do “Egito”. Vamos, conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor!

Boaz Alberto Sperber

Ação certa, motivação errada


 

 Jonas foi o maior evangelista que temos ouvido falar na Bíblia. Ele prega para uma cidade que tem aproximadamente seiscentos mil habitantes e todos se convertem e se prostram diante de Deus. Esse relato é do capítulo três. Porém o capítulo quatro nos aponta um profeta que deseja a morte. Por quê? Porque a cidade se converteu. Isso mesmo. Jonas está intrigado com Deus e desejando morrer porque seu sermão medíocre produziu o maior avivamento da história. Milhares de pessoas se renderam diante de Deus. Foram mais pessoas arrependidas do que no Pentecostes. Fico pensando porque existe o capítulo quatro do livro de Jonas. Se terminássemos no capítulo três, Jonas seria o maior de todos os pregadores. Porém o quatro nos revela que Deus sonda o coração. E o coração do profeta me mostra que ele fez a coisa certa, porém com a motivação errada. Ainda hoje este é um grande problema. Pessoas pregando o evangelho corretamente, mas com as motivações erradas. Relacionado a isso podemos citar três grandes perigos que nos cercam ainda hoje (segundo Hernandes Dias Lopes):
a.    Perigo de pregar aos outros e não usufruir da mensagem pregada: Jonas viu a mensagem pregada produzindo vida em outras pessoas, mas não produziu os mesmos efeitos no seu coração. O efeito foi o contrário. A palavra confronta os ninivitas e não Jonas. Ele é bênção, mas não é abençoado.
b.    O perigo de se cansar da obra e na obra: Jonas faz a obra porque não tem outra opção. O ministério havia se tornado um fardo e não mais um deleite. O profeta vê Deus providenciando vida, mas pede a morte.
c.    O perigo de se fazer a obra de Deus, mas não se deleitar no Deus da obra: o Deus da obra é mais importante que a obra. Somente quando esse senso de valor estiver bem guardado dentro de nossos corações a obra será feito com amor e não com obrigação.  Deus tem mais interesse naquilo que somos do que naquilo que fazemos e por isso Ele tem prazer em trabalhar em nós antes de trabalhar através de nós. Deus requer a motivação correta e não somente o trabalho bem feito.

 
Boaz A. Sperber

O Deus da segunda chance

É impressionante a misericórdia de Deus. Ela vai além de nosso sentido humana do termo. Deus tem prazer na misericórdia. Ele está sempre pronto a ser dar uma segunda chance. Foi assim com Abraão que fugiu para o Egito e lá mentiu dizendo que sua esposa era sua irmã. Mas Deus lhe deu outra chance. Jacó mentiu pro pai, enganou o irmão e viveu tentando enganar a própria consciência. Porém um dia, Deus proporcionou um encontro que mudaria sua vida. A luta foi em Peniel. Jacó lutou com Deus saiu aleijado, mas com o nome mudado para Israel salvando assim sua alma e transformando seu caráter. Moisés matou um homem e teve que fugir para o Egito, mas Deus deu-lhe uma segunda chance o chamando para liderar seu povo. Davi cometeu diversos e terríveis pecados: adultério, mentira, assassinato entre outros. Mas Deus estava sempre pronto a lhe dar uma segunda chance quando Davi se arrependia de coração. Jonas fugiu da presença de Deus porque não queria pregar aos ninivitas. Deus o socorre de dentro do grande peixe e restaura sua vida e seu ministério. Pedro, o discípulo, negou Jesus três vezes chegando a desistir de Jesus. Mas Jesus nunca desistiu de Pedro. Jesus foi ao encontro de Pedro na beira da praia e lhe concedeu uma segunda chance. O nosso Deus é o Deus da segunda chance. George Morrison, diz que a vida cristã vitoriosa é uma série de recomeços. Quando caímos, o inimigo quer que acreditemos que tudo acabou, mas nosso Deus é o Deus das segundas chances. Ainda hoje ele quer escrever o relato de uma segunda chance concedida: em sua vida... Aproveite!

 

Boaz A. Sperber

Humanamente Impossível



Em alguns momentos, lendo o sermão do Monte me senti fraco, longe de Deus e desmotivado. Jesus “dificulta” o caminho que já era um tanto quanto difícil. A lei que era severa agora torna-se mais pesarosa ainda. Parece que o sermão do Monte nos coloca no mesmo nível de pessoas que abominamos por suas ações conhecidas socialmente: assassinos, raivosos, adúlteros, maníacos sexuais, ladrões, cobiçosos. Todos estão ali citados e nos encaixamos de alguma forma dentro dos padrões estabelecidos por Jesus. Isso acontece porque queremos fazer acontecer na íntegra o que Jesus profere no sermão. Tentamos a qualquer custo seguir no caminho delineado por Jesus. No entanto, não posso transformar o sermão do Monte em legalismo como fariseus transformaram a Lei. Não tem como? O fracasso entra sem pedir licença quando tentamos cumprir a risca o que o sermão do Monte nos traz como caráter de Deus. O sermão do Monte nos apresenta justamente isso: o caráter perfeito de Deus. Assim sendo, nunca devo desistir de buscar esse ideal divino, mesmo sabendo que enquanto aqui viver, nunca vamos alcançá-lo. O sermão nos mostra a grande “distância” que se encontra no relacionamento do Homem com Deus e toda e qualquer tentativa meramente humana de reduzir essa distância tão grande nos mostra que ainda não entendemos o evangelho de Cristo e sua obra.
O sentimento é de desespero. Talvez essa seja a palavra que mais se encaixa quando leio o sermão do Monte e percebo que não consigo em todas as instâncias cumprir o ideal de Deus. Por outro lado a forma mais apropriada de diminuir essa distancia é começando com desespero. É nessa hora que nos jogamos na rede de segurança chamada GRAÇA. E Jesus nos traz alívio imediato e segurança quando diz: A minha graça te basta!

Boaz Alberto Sperber
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