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Abençoado!

Quem não quer ser abençoado? Todos queremos! Quem não fica empolgado naqueles cultos em que o eloquente pregador pronuncia de forma muito animada o chavão: Deus vai te abençoar! Quem crê nisso levanta a mão! Muitas pessoas. O fato é que precisamos saber o que é ser abençoado por Deus. Olhando para a Bíblia podemos verificar uma série de pessoas abençoadas por Deus. Vejamos algumas:
·         Abraão: Que foi abençoado e para isso precisou abandonar sua terra e ir para uma terra que não sabia onde ficava. Ele simplesmente obedeceu ao mandato de Deus;
·         José: Vendido como escravo pelos irmãos. Acusado de um crime que não cometeu (assédio contra a mulher do patrão). Esquecido na prisão quando prometeram-lhe tira-lo de lá o mais breve possível. Em todo este tempo ele foi servo de Deus;
·         Jeremias: Profeta de Deus e pregador. Durante 40 anos pregou sermões envolvidos em lágrimas e sentimentos que lhe ardiam o coração. Quantas almas se converteram? Nenhuma;
·         Jesus: Deus do universo. Chamado pelo próprio Deus de “filho amado em quem me comprazo”. Adorado em muitos momentos e criticado e desprezado em outros. Preso e maltratado pelos meus pecados. Morto em uma cruz pelas minhas iniquidades. Como cordeiro mudo não abriu sua boca.
Olhando para os poucos relatos acima, podemos notar de forma unânime que foram homens abençoados por Deus. Ou não? Claro que sim. Então porque sofreram tanto? Porque a bênção de Deus não me blinda contra o sofrimento. Ser abençoado é simplesmente satisfazer a vontade de Deus. Sempre que a vontade de Deus se cumpre em minha vida, independente de que vontade seja essa, estou sendo abençoado por Deus. E melhor do que isso, alguém está sendo abençoado através de minha vida que está sendo abençoada por Deus. Depois desta breve análise, fica a pergunta (não de um pregador eloquente, mas de um pregador realista): Quem quer ser abençoado por Deus? Que Deus possa encontrar algumas mãos levantadas, dispostas a se colocar a disposição e dizer: Eis-me aqui Senhor, quero ser abençoado!

Boaz Alberto

Despenseiros de Deus


Esse é nosso verdadeiro ofício como transmissores da palavra de Deus. Devemos de levar a palavra de Deus fielmente assim como ela é. Não podemos deixar de leva-la e nem perverte-la. Não podemos alterar aquilo que Deus nos manda falar. Temos que pregar não o que queremos ou o que sentimos no coração; temos que pregar a palavra de Deus, assim como Ele dissera. O bom pregador não prega palavras suas, mas palavra de Deus. Ele não cria mensagens, ele simplesmente a transmite. Não é um reservatório da mensagem, mas apenas um canal dela. A mensagem que pregamos não é nossa, mas vem de Deus. O despenseiro é um simples “garçom” de Deus. Ele não coloca a comida na despensa; ele a prepara e a coloca na mesa. Pra esse ofício é preciso fidelidade. Temos que colocar na mesa tudo aquilo que Deus colocou na despensa. Ele precisa anunciar o desígnio de Deus. Devemos pregar a Bíblia e toda a Bíblia. Não temos autorização de mudar a mensagem de Deus. Desqualificado! Essa é a qualidade do pregador que prega somente o que o povo quer ouvir. O papel do garçom não é ser popular, mas sim ser fiel. A tribuna de uma igreja não é local de relações públicas. Os bancos não podem mandar na tribuna. Precisamos pregar a verdade, independente de agradar aos grupos predominantes na comunidade. A igreja em momento algum é um mercado onde o cliente escolhe o que gostaria de comer. Que Deus venha a acordar os pregadores de nosso tempo. Pregadores em busca de fama e usando nossas tribunas como facilitador de relacionamentos públicos. Homens amantes de si mesmos, que pregam aquilo que faz o povo delirar em seus desejos. Deus não tem compromisso com este tipo de Homem. O compromisso de Deus é com sua palavra.


Boaz A. Sperber

Precedentes do Pentecostes: Ensino


Se algo me motiva a estudar a Palavra de Deus é que somente ela pode me guiar na vida, trazendo-me autoridade. Para tanto é preciso um processo de ensino e logicamente aprendizado. Isso é tão importante na vida cristã, que Jesus passa os quarenta dias após a ressurreição ensinando seus discípulos. O motivo é claro: somente com instrução o poder do Espírito tem uma eficácia transformadora na vida das pessoas. Acredito que a construção da idéia equivocada de que estudar “teologia” não é necessário já está praticamente enterrada! Temos que entender que Jesus não ensinou aos discípulos durante os quarenta dias algo novo. Ele simplesmente “abriu o entendimento dos mesmos para as Escrituras”. Esse é o papel do educador cristão ainda hoje. Jesus ensina a respeito do Reino dos céus. Não existe uma fórmula para sucesso e riqueza terrena no ensino de Jesus. Ao contrário disso, o ensino é pautado em regras de fé bem práticas que quando levadas a série nos trazem dor e sofrimento. Viver dentro do Reino é abrir mão de muitas coisas e servir ao próximo como gostaria de ser servido. É se colocar a disposição de Deus para ser usado por Ele pra fazer a diferença neste mundo que está clamando por um caminho que os liberte.

Acho maravilhoso quando as Escrituras nos dizem que uma das obras do Espírito Santo é nos fazer lembrar tudo o que Jesus nos ensinou. Como pode o Espírito nos lembrar de algo que nunca nos foi comunicado por Jesus? Difícil! Por isso Jesus ainda hoje quer me falar através de Sua palavra e o que preciso fazer é ouvi-lo lendo esta palavra. Incrível: O Espírito também não trabalha em cima de novas revelações, mas opera em nós nos fazendo lembrar as palavras de Jesus que estão registradas em um “livro de capa preta”.
Alguns fatores ligados à autoridade em nossa vida são: a) ler a palavra de Deus; b) crer na palavra de Deus; c) praticar a palavra de Deus. Preenchendo esses requisitos teremos autoridade para falar em nome de Jesus e somados a ação poderosa do Espírito Santo (como no Pentecostes) o nome de Deus será glorificado.
Poder de Deus sem base bíblica? Não tem como!!!

Boaz Alberto Sperber

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