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Despenseiros de Deus


Esse é nosso verdadeiro ofício como transmissores da palavra de Deus. Devemos de levar a palavra de Deus fielmente assim como ela é. Não podemos deixar de leva-la e nem perverte-la. Não podemos alterar aquilo que Deus nos manda falar. Temos que pregar não o que queremos ou o que sentimos no coração; temos que pregar a palavra de Deus, assim como Ele dissera. O bom pregador não prega palavras suas, mas palavra de Deus. Ele não cria mensagens, ele simplesmente a transmite. Não é um reservatório da mensagem, mas apenas um canal dela. A mensagem que pregamos não é nossa, mas vem de Deus. O despenseiro é um simples “garçom” de Deus. Ele não coloca a comida na despensa; ele a prepara e a coloca na mesa. Pra esse ofício é preciso fidelidade. Temos que colocar na mesa tudo aquilo que Deus colocou na despensa. Ele precisa anunciar o desígnio de Deus. Devemos pregar a Bíblia e toda a Bíblia. Não temos autorização de mudar a mensagem de Deus. Desqualificado! Essa é a qualidade do pregador que prega somente o que o povo quer ouvir. O papel do garçom não é ser popular, mas sim ser fiel. A tribuna de uma igreja não é local de relações públicas. Os bancos não podem mandar na tribuna. Precisamos pregar a verdade, independente de agradar aos grupos predominantes na comunidade. A igreja em momento algum é um mercado onde o cliente escolhe o que gostaria de comer. Que Deus venha a acordar os pregadores de nosso tempo. Pregadores em busca de fama e usando nossas tribunas como facilitador de relacionamentos públicos. Homens amantes de si mesmos, que pregam aquilo que faz o povo delirar em seus desejos. Deus não tem compromisso com este tipo de Homem. O compromisso de Deus é com sua palavra.


Boaz A. Sperber

Palavra de Deus, Já!



Estamos vivendo um tempo em que “igrejas” são “criadas” de várias formas e de qualquer jeito. Paulo tem uma advertência muito séria quando fala sobre a edificação da igreja. No texto de 1 Co 3:10ss Paulo salienta que existe somente um fundamento para a edificação da igreja e Ele é Cristo. Não existe outro. Fundamento se endente como aquilo que é fundamental, ou seja, sem isso não existi aquilo. Dessa forma podemos entender que somente temos igreja de verdade quando o fundamento é Cristo. Cristo é o centro da igreja. Porém a tarefa de edifica-la é nossa. Paulo que se enquadra como “um bom arquiteto” lança o fundamento. Aprendemos com esse termo que Paulo pregava a Cristo. O evangelho pregador por Paulo era cristocêntrico. Mas o texto continua falando que outros constroem por cima e logo após temos uma exortação que nos faz pensar um pouco sobre como estamos construindo a igreja. Paulo pede que cada um que está construindo por cima cuide COMO constrói. Somos os responsáveis por dar continuidade ao que foi estabelecido pelos apóstolos de Cristo. Nosso dever é continuar a construção já iniciada; ela não pode parar. O que preocupa é que essa construção tem tomado cada vez mais personalidade. A admoestação de Paulo é em cima do cuidado em como construir. Não podemos criar a igreja como queremos. Assim ela se tornará uma sociedade de pessoas moldadas por nossas opiniões e critérios. O que define a igreja é a Palavra. O que constrói a igreja é a Palavra. Onde existe Palavra existe igreja. Dessa forma não temos o poder de produzir igreja. Quem a torna uma realidade é a Palavra.
No nosso contexto temos visto e ouvido sobre “igrejas” que tem deixado a muito essa prioridade. A prioridade são os louvores, as apresentações teatrais, os testemunhos pessoais e coisas semelhantes. A Palavra? Ah sim, a Palavra... Se houver tempo disponível falaremos dela. Infelizmente igrejas como está estão afundando no fracasso de frieza e distanciamento da verdade. Igrejas onde os milagres tomam o tempo da Palavra; onde a experiência pessoal fala mais alto do que o teor da Palavra. Paulo já nos advertiu que nos últimos tempos apareceriam homens amantes de si mesmos; homens com os ouvidos voltados às fábulas. Enquanto isso o evangelho puro e simples que fala da cruz tem seus adeptos tachados como “antiquados” e “quadrados” para nosso tempo. Nosso tema diz o que precisamos saber e colocar em prática: A Palavra Cria a Igreja, ou, a Igreja é Criatura da Palavra.
Meu convite é para que voltemos à Palavra!

Precedentes do Pentecostes: Ensino


Se algo me motiva a estudar a Palavra de Deus é que somente ela pode me guiar na vida, trazendo-me autoridade. Para tanto é preciso um processo de ensino e logicamente aprendizado. Isso é tão importante na vida cristã, que Jesus passa os quarenta dias após a ressurreição ensinando seus discípulos. O motivo é claro: somente com instrução o poder do Espírito tem uma eficácia transformadora na vida das pessoas. Acredito que a construção da idéia equivocada de que estudar “teologia” não é necessário já está praticamente enterrada! Temos que entender que Jesus não ensinou aos discípulos durante os quarenta dias algo novo. Ele simplesmente “abriu o entendimento dos mesmos para as Escrituras”. Esse é o papel do educador cristão ainda hoje. Jesus ensina a respeito do Reino dos céus. Não existe uma fórmula para sucesso e riqueza terrena no ensino de Jesus. Ao contrário disso, o ensino é pautado em regras de fé bem práticas que quando levadas a série nos trazem dor e sofrimento. Viver dentro do Reino é abrir mão de muitas coisas e servir ao próximo como gostaria de ser servido. É se colocar a disposição de Deus para ser usado por Ele pra fazer a diferença neste mundo que está clamando por um caminho que os liberte.

Acho maravilhoso quando as Escrituras nos dizem que uma das obras do Espírito Santo é nos fazer lembrar tudo o que Jesus nos ensinou. Como pode o Espírito nos lembrar de algo que nunca nos foi comunicado por Jesus? Difícil! Por isso Jesus ainda hoje quer me falar através de Sua palavra e o que preciso fazer é ouvi-lo lendo esta palavra. Incrível: O Espírito também não trabalha em cima de novas revelações, mas opera em nós nos fazendo lembrar as palavras de Jesus que estão registradas em um “livro de capa preta”.
Alguns fatores ligados à autoridade em nossa vida são: a) ler a palavra de Deus; b) crer na palavra de Deus; c) praticar a palavra de Deus. Preenchendo esses requisitos teremos autoridade para falar em nome de Jesus e somados a ação poderosa do Espírito Santo (como no Pentecostes) o nome de Deus será glorificado.
Poder de Deus sem base bíblica? Não tem como!!!

Boaz Alberto Sperber

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