Humanamente Impossível
Em alguns momentos, lendo o sermão do Monte me senti fraco,
longe de Deus e desmotivado. Jesus “dificulta” o caminho que já era um tanto
quanto difícil. A lei que era severa agora torna-se mais pesarosa ainda. Parece
que o sermão do Monte nos coloca no mesmo nível de pessoas que abominamos por
suas ações conhecidas socialmente: assassinos, raivosos, adúlteros, maníacos
sexuais, ladrões, cobiçosos. Todos estão ali citados e nos encaixamos de alguma
forma dentro dos padrões estabelecidos por Jesus. Isso acontece porque queremos
fazer acontecer na íntegra o que Jesus profere no sermão. Tentamos a qualquer
custo seguir no caminho delineado por Jesus. No entanto, não posso transformar
o sermão do Monte em legalismo como fariseus transformaram a Lei. Não tem como?
O fracasso entra sem pedir licença quando tentamos cumprir a risca o que o
sermão do Monte nos traz como caráter de Deus. O sermão do Monte nos apresenta
justamente isso: o caráter perfeito de Deus. Assim sendo, nunca devo desistir
de buscar esse ideal divino, mesmo sabendo que enquanto aqui viver, nunca vamos
alcançá-lo. O sermão nos mostra a grande “distância” que se encontra no
relacionamento do Homem com Deus e toda e qualquer tentativa meramente humana
de reduzir essa distância tão grande nos mostra que ainda não entendemos o
evangelho de Cristo e sua obra.
O sentimento é de desespero. Talvez essa seja a palavra que
mais se encaixa quando leio o sermão do Monte e percebo que não consigo em
todas as instâncias cumprir o ideal de Deus. Por outro lado a forma mais
apropriada de diminuir essa distancia é começando com desespero. É nessa hora
que nos jogamos na rede de segurança chamada GRAÇA. E Jesus nos traz alívio
imediato e segurança quando diz: A minha graça te basta!







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