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Acorda


Levanta-te e invoca ao teu Deus! Essa frase é pronunciada pelo comandante do navio que está no meio de uma tempestade indo para Társis. Quem é alvo desta frase? Jonas, o profeta dorminhoco. Depois de Deus ter falado com Jonas dizendo em frase idêntica para o profeta se “dispor” e ir para Nínive evangelizar aquele povo, ele foge e se encontra dormindo dentro de um navio na mais alta tempestade. Todos estavam perecendo e Jonas estava indiferente a situação. Jonas é um cristão que não prega a Palavra de Deus, mas é “exortado” pelos ímpios. Ainda hoje a história se repete. Deus tem-nos dado uma palavra pra este mundo e eles estão aguardando a salvação que deve ser proclamada por nós, os profetas deste tempo. Mas a profecia não sai de nossos lábios. Ao contrário disso, estamos sempre achando um meio de fuga de nossas responsabilidades. Ora é o trabalho, ora a família. Ora o tempo, ora a condição financeira. Ora o temperamento, ora a intelectualidade. Enquanto ficamos dentro de nossos sentimentos conflitantes, o mundo fica esperando. Uma espera cada vez mais angustiante para Deus. Pessoas estão todos os dias morrendo, se matando sem encontrar em nossos lábios uma palavra de salvação. Drogas e prostituição já estão fazendo a cabeça de muitos Homens enquanto ficamos calados fugindo de nosso ofício. O que sabemos fazer é fugir e dormir. Dou graças a Deus quando Ele ergue mesmo pagãos (pessoas que não conhecem a Deus) para nos exortar e nos levar a responsabilidade de nosso chamado. Assim como Jonas foi repreendido por tentar fugir de Deus, somos repreendidos todos os dias nos noticiários de jornais, nas capas das revistas, nas manchetes das redes sociais. Sempre tem alguém dizendo “por que isso acontece?”. Eu sei porquê muitas dessas coisas acontecem: os homens e as mulheres de Deus estão covardemente se escondendo no sono da indiferença. Já não faz mais sentido uma “alma”. A coerência dos fatos está vindo de fora pra dentro das nossas comunidades. Os de fora estão se mostrando mais zelosos do que os de dentro. Eles estão orando e clamando aos seus deuses. Milhares de centros de candomblé recebem um número absurdo de pessoas que vão até lá em busca de solução pra problemas da alma. Quantos estão prostrados neste exato momento diante de imagens que não falam, não ouvem e nada podem fazer. Enquanto isso, não fazemos uma oração sequer ao Deus criador de todas as coisas. Que vergonha! Essa é a expressão correta. Como no navio onde Jonas estava, ainda hoje os “marinheiros” precisam chamar os cristão para orar. Nada substitui a oração na vida do cristão. Assim como Jonas, muitos tem em sua mente a teologia ortodoxa, mas o fogo da consagração que traz obediência não arde mais em seus corações. Acorda cristão!

 

Boaz A. Sperber

Contraditório




O que temos visto com muita frequência e muito orgulho são pessoas que se autodenominam  evangélicos. (O termo crente já saiu de moda. Ele está sempre muito ligado aqueles pessoas que andavam com indumentárias e discurso muito fora de contexto. Mas o termo evangélico está muito atual. Atualíssimo pra ser bem verdadeiro). Tem um montão de gente entrando no evangelho. E isso é bom. Melhor ainda é quando esse evangelho entra dentro deles e traz mudanças perceptíveis na conduta diária. O melhor de tudo é que quando me denomino evangélico estou dizendo que sou portador de boas novas. Ou seja, minha vida agora é condutora das boas notícias de Deus que foram-me entregues através do reconhecimento e aceitação do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário (pra muitos isso que falei agora é novidade). Logo meu maior dever é levar essas boas notícias onde quer que for, para quem quer que seja. O problema se concentra em unir essa vida de mudanças a uma série de atividades rotineiras como por exemplo o trabalho.  Nem sempre meu trabalho ou meu modo de conduzir meu trabalho combina com o evangelho. Existe um número sem precendentes de pessoas que ainda não mudaram de trabalho ou o modo de trabalhar depois que vieram para o evangelho. Não podemos aceitar, por exemplo, que moças africanas continuem prostituindo-se (em alguns países africanos prostituição é profissão com carteira assinada) depois de entrar no evangelho como se isso fosse normal. Evangelho não combina com trabalho desleal, desonesto e escravizador. Pior ainda são aqueles que tem um trabalho aparentemente digno mas usam de certas artimanhas para se darem bem diante de seus clientes ou companheiros de trabalho. Aqui entra um fenômeno cultural nosso: o jeitinho brasileiro. Pena que pra Deus o jeitinho brasileiro não funciona. Não estamos acostumados a glorificar a Deus em nossa vida profissional. Espiritualizamos a vida de fé e a separamos (literalmente) da vida profissional. Nossa conduta geralmente é diferente: dentro da igreja glorifico a Deus com todo meu ser; no meu trabalho uso minhas artimanhas para ganhar o sustento diário. O caso extremo acontece naqueles casos que usam essas falcatruas e depois ainda tem coragem de testemunhar que Deus abençoou. Que Deus abriu a porta. Não sei que porta é essa, mas é estranho Deus abrir portas desse jeito. Somos contraditórios. Entramos no banco dos réus por condutas muito bem pensadas. Sou cristão no senso, mas acabo vivendo uma vida sem a menor intervenção natural de Deus. Dá-me a impressão que idolatramos Deus. É como Israel no Antigo Testamento: Deus era visto como essencial somente dentro do templo. Fora ou longe dele, Deus se tornava distante e desinteressado. A contradição aumenta nos relacionamentos interpessoais. A regra de ouro de Jesus não se aplica mais em momento algum. Fazer aos outros aquilo que gostaria que me fosse feito? Sem condição. Leva muito tempo pra que as pessoas percebam essa minha conduta abnegada e cristã. Sabemos exatamente o que Deus requer de nós, mas não damos a mínima importância pra isso. Temos boa doutrina, mas vida errada. Temos conhecimento, mas desprezamos o amor. Temos temor, mas falta-nos reverência. Temos uma fé antropocêntrica, centrada no homem e não em Deus.
 

Boaz A. Sperber

A exemplo de Jonas...

Na sua fuga de Deus, Jonas ora somente em um momento específico. Quando ele decide fugir ele não ora. Também não ora quando decide ir a Jope. Pra entrar no navio, a direção de Deus também não foi buscada. Jonas não ora durante a tempestade. Não ora quando os marinheiros pagãos oram. Ele não orou quando foi atirado ao mar em meio a terrível tempestade. Mas quando é engolido pelo grande peixe, ele dirige uma palavra de oração a Deus. Somente na extrema necessidade Jonas sente a necessidade de orar. Acompanhando a linha de acontecimentos podemos dizer que o caminho da desobediência enfraquece nossa vida de oração. É por isso que Deus permite o sofrimento e usa-o pra nos trazer de volta aos seus pés. Sempre digo que o sofrimento e a dor nos levam a tomar atitudes que nunca tomaríamos normalmente. Foi lá dentro do grande peixe que Jonas percebe que Deus está manobrando todas as coisas. O teor da oração de Jonas é um salmo de louvor a Deus. Em nenhum momento Jonas esboça uma petição, mas sua oração é composta de ação de graça, contrição e renovada dedicação. Acredito que Deus está levando muitos fugitivos ao deserto, muitos crentes pedintes a situações caóticas simplesmente para que percebam que a graça de Deus sempre está próxima e que Deus comanda todas as coisas. A exemplo de Jonas, somos levados ao desespero para que possamos ter mais intimidade com esse Deus soberano. Deus quer ouvir nossa oração. Devemos orar em todos os lugares, nas ruas agitadas de nossas cidades, nas universidades, no trabalho, enfim, o local não é tão importante. Importante é que oramos.

 
Boaz A. Sperber

Despenseiros de Deus


Esse é nosso verdadeiro ofício como transmissores da palavra de Deus. Devemos de levar a palavra de Deus fielmente assim como ela é. Não podemos deixar de leva-la e nem perverte-la. Não podemos alterar aquilo que Deus nos manda falar. Temos que pregar não o que queremos ou o que sentimos no coração; temos que pregar a palavra de Deus, assim como Ele dissera. O bom pregador não prega palavras suas, mas palavra de Deus. Ele não cria mensagens, ele simplesmente a transmite. Não é um reservatório da mensagem, mas apenas um canal dela. A mensagem que pregamos não é nossa, mas vem de Deus. O despenseiro é um simples “garçom” de Deus. Ele não coloca a comida na despensa; ele a prepara e a coloca na mesa. Pra esse ofício é preciso fidelidade. Temos que colocar na mesa tudo aquilo que Deus colocou na despensa. Ele precisa anunciar o desígnio de Deus. Devemos pregar a Bíblia e toda a Bíblia. Não temos autorização de mudar a mensagem de Deus. Desqualificado! Essa é a qualidade do pregador que prega somente o que o povo quer ouvir. O papel do garçom não é ser popular, mas sim ser fiel. A tribuna de uma igreja não é local de relações públicas. Os bancos não podem mandar na tribuna. Precisamos pregar a verdade, independente de agradar aos grupos predominantes na comunidade. A igreja em momento algum é um mercado onde o cliente escolhe o que gostaria de comer. Que Deus venha a acordar os pregadores de nosso tempo. Pregadores em busca de fama e usando nossas tribunas como facilitador de relacionamentos públicos. Homens amantes de si mesmos, que pregam aquilo que faz o povo delirar em seus desejos. Deus não tem compromisso com este tipo de Homem. O compromisso de Deus é com sua palavra.


Boaz A. Sperber

Avivamento SIM!

Esse termo é muito expressivo dentro do “mundo” cristão evangélico e tem maior influência dentro da tradição pentecostal. De certa forma, o avivamento é de extrema necessidade em nossos dias, aliás, ele sempre foi necessário em todos os períodos da história humana. Temos que somente destacar o que é realmente avivamento. Analisando o que diz o Wikipédia, o termo é associado à acontecimentos, moveres espirituais, em que há transformação de vidas. Isso tem base importante nas escrituras, não somente no NT, mas no AT,  onde vimos esses acontecimentos transformar a vida de nossos irmãos na fé como Abrrão, Isac, Jacó, entre outros. O NT traz uma ação poderosa do Espírito Santo gerando esse avivamento nos levando a mudar características de nossas vidas que desagradam a Deus. Esse processo de ser impactado pela ação de Deus produzindo arrependimento e nos levando próximos Dele, é avivamento. Pra mim o tema tem profunda relevância no atual contexto e precisa ser tratado de forma original e responsável. Ouvi ontem, um determinado “irmão” comentando o seguinte: “Minha igreja está passando por um grande avivamento. Todos os dias pessoas são renovadas; existe muita ação do Espírito e se torna impossível segurar as emoções”. Isso é muito bom! Porém, isso não significa que estão passando por um verdadeiro avivamento. Avivamento necessariamente produz mudança de vida. Mudança de conduta. É inevitável fazer alguns julgamentos (perdoem-me). Não acredito em avivamento genuíno quando o sujeito não muda de conduta. Avivamento transforma a vida do sujeito. Não concordo com cristãos “avivados” que continuam a andar de forma sensual, lasciva. Não acredito em cristãos avivados que continuam mentindo e murmurando da vida de outras pessoas. Não entendo como cristãos que estruturam seu relacionamento com Deus em barganha de dar pra receber; de pagar “penitência” pra serem atendidos, podem se auto-nominar avivados. Creio sim, em avivamento quando Deus se torna condutor de minha vida. Quando minhas obras carnais são deixadas de lado e agora passo a viver uma nova vida em Cristo Jesus. Creio em avivamento quando abandono uma vida escravizada pelo pecado e passo a ser santificado pelo Espírito Santo. Creio em avivamento quando este é alicerçado em oração, leitura bíblica e arrependimento. Chega de avivamentos mentirosos que procuram massagear o ego de homens e mulheres prazerosos em satisfazer seus desejos hedonistas. Avante ao avivamento produzido pelo desejo de intimidade com Deus através de Palavra, Oração e Arrependimento. Que sejamos todos cheios de Deus a ponto de causarmos barulho dentro de muitos corações causando constrangimento pelo pecado. Precisamos voltar ao Evangelho já!


Boas Alberto Sperber

Cada um veja como Edifica


“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele “ 1 Coríntios 3:10
Paulo nos dá, no capítulo três desta primeira carta aos Coríntios, um ensinamento muito importante sobre a obra de Deus. Sobre essa construção poderosa chamada igreja. Tentando acabar com as divisões e partidarismos na igreja, ele nos mostra que não devemos de maneira nenhuma nos apoiar neste ou naquele pastor ou pregador, mas devemos de estar apoiados em Cristo, a grande pedra de esquina. O único alicerce da igreja ainda continua sendo Cristo, autor e consumador de nossa fé. Paulo se coloca como sábio arquiteto que colocou o fundamento nessa construção. Isso faz grande sentido quando analisamos a pregação de Paulo e sua conduta. A pregação se baseava na cruz de Cristo.
Mas, Paulo já foi e agora outros começam a edificar sobre esse fundamento. A advertência soa forte à mente quando o apóstolo dos gentios alerta que cada um que edifica deve olhar COMO edifica. Nossa responsabilidade como construtores desse edifício é muito grande. Paulo ainda nos traz alguns materiais que podem ser usados nessa construção. Podemos separa-los em duas classes: a) os celestiais – ouro, prata e pedras preciosas. São os elementos que colocados sobre fogo resistirão a ele. Podemos notar nitidamente quando alguém constrói com esses elementos. Onde eles estão presentes a obra é feita com amor, carinho, serviço; não existe competição e nem orgulho de qualquer coisa; a vontade de Deus é que conta e não o desejo humano. Por mais que a vontade de Deus seja incompreendida no momento, ela é obedecida e executada. b) os elementos humanos – madeira, palha e feno. São elementos que passados pelo fogo deixam de existir. Acabam. São elementos que caracterizam o desejo humano prevalecendo na obra de Deus; ciúmes, contendas, partidarismos, orgulho entre outros.
De que jeito estamos construindo? De forma duradoura. Com elementos do céu. Com estacas firmes e materiais divinos? Ou com matéria-prima humana. Coisas que o fogo vai destruir?
CADA UM VEJA COMO EDIFICA, sabendo que receberá de Deus conforme suas obras!



Boaz Alberto Sperber
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